Nossos fracassos são a nossa força 

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Prometi que falaria sobre desejo, mas não tive como resistir a esse assunto que ficou martelando meus pensamentos e minha alma.

Não posso deixar de comentar com vocês sobre o assunto do momento: olimpíadas. Vários pontos a destacar. Fiquei encantada com a abertura, confesso que nunca consegui ver uma cerimônia do inicio ao fim, pois sempre me entediava e acabava na cozinha preparando algo para os que assistiam atentamente à TV. Mas essa foi diferente… não me levantei…não tirei os olhos da tela. Fiquei maravilhada com todas as simbologias apresentadas. Com as mensagens por um mundo melhor. Chorei… sorri… me emocionei. Agora chego onde queria… a entrada triunfal dela… a musa de todas as musas… Gisele (a chamo assim porque ela povoa nossas vidas sendo íntima da maioridade da população brasileira).

Ao som de “Garota de Ipanema”, tocada pelo neto de Tom Jobim, ela deslizou sua elegância em pleno Maracanã lotado, aos olhos de todo o mundo. É ai que inicia o meu assunto de hoje: nossos fracassos. Certa vez vi uma entrevista de Gisele sobre a sua carreira. Pasmem, no seu primeiro teste foi descartada “por ter um nariz muito grande”. Isso a abalou, mas continuou fazendo testes para diferentes trabalhos. Logo após Gisele caiu nas graças de um estilista famoso… e o final da historia não preciso contar para vocês.

Seguindo na linha olímpica me deparo com a judoca Rafaela Silva. Carioca da Cidade de Deus – favela do Rio de Janeiro. Sua historia foi marcada por fracassos… Perdeu uma luta em 2012, nessa ocasião foi extremamente criticada nas redes sociais, inclusive com comentários racistas. Segundo próprio relato quase desistiu. Mas superou o trauma com a ajuda de sua família, seu técnico e acompanhamento com uma psicóloga. Sua meta era vencer essas olimpíadas. Resultado: a primeira medalha de ouro do Brasil.

Quando me deparo com essas situações não consigo não me emocionar… Impossível ver Gisele ou Rafaela brilhando com suas raras habilidades sem pensar nos tantos tropeços que passaram… nas suas dores… suas angústias… suas derrotas… suas desesperanças… suas decepções. Mas elas não desistiram, ao contrario: venceram.

Todos nós passamos por momentos difíceis, nos abatemos, fracassamos, caímos. Desconheço alguém que nasce pronto. Cair é ruim? Certamente. Ninguém deseja, a derrota tem um gosto amargo. Vem junto com sentimentos de desvalia, impotência.

Qual a diferença dos vencedores? O “não” da Gisele a deixou ainda mais forte para seguir seu objetivo. A derrota de Rafaela a fez ter mais foco para superar suas limitações. Como fazer isso? Buscando a força interior que cada um tem dentro de si. Todos somos capazes, só temos que saber as nossas potências e as nossas fraquezas. Trabalhar nisso com afinco e verdade. Aquele ditado popular serve nesse momento: “a dor ensina a gemer“. Aprendemos na dor, crescemos, nos fortalecemos, amadurecemos. Superar as dificuldades e seguir em frente fortalece cada um… nos sentimos capazes e potentes. Apropriando assim de nossas qualidades e defeitos.

Existem inúmeras formas para alguém conseguir ultrapassar as barreiras e obter o sucesso. A força pode ser encontrada no trabalho, num tratamento psicoterápico, na religião, no amor, na família, nos amigos. Genuinamente cada um tem que resgatar a sua própria força, encontre a sua, e siga sempre em frente!

Um beijo até semana que vem!

 

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Vanessa Campos – Psicóloga

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