Cientista, empresário ou trapezista

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A escolha da profissão nem sempre é algo fácil. Os anos passam e ganhamos experiência mas mesmo assim, se pudéssemos voltar no tempo muitos ainda não saberiam qual caminho escolher. Quando o nosso hobby se torna a profissão deveria ser o máximo não acha? Alguns não concordam por acharem que pode-se perder o brilho pela função e outros consideram que é a melhor forma de fazer o melhor trabalho possível. Particularmente, sou mais simpático a esta opinião. Por prazer ou obrigação, temos que ter pelo menos, uma profissão.

Quem nunca teve que responder a pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”.

Quando desde cedo o filho não demonstra interesse pelo estudo, a questão já toma outra tônica e os pais preocupados se perguntam: “O que essa criança vai ser quando crescer?”.

Em um caso familiar, o filho de um amigo respondeu esta pergunta com os olhos brilhando: “Quero ser Trapezista”.

Os familiares não contentes com a escolha questionaram: “Trapezista? Por que não um advogado, um cientista ou um empresário?”.

Este pequeno diálogo é resultado de uma conversa com um amigo já aposentado, cujo sonho de garoto era passar a vida viajando com o circo. Ao final da conversa ele dizia: “Deveria tê-lo feito. Estudei, trabalhei 35 anos, formei meus filhos, hoje tenho uma casa e um carro velho. Se pudesse dar um conselho diria que qualidade de vida só é possível com sucesso empresarial, e esse é um “detalhe” para o qual nunca estive atento. Não importa o que você faça, importante é para quem você faz e como este reconhece seu trabalho”, finalizou.

Realmente penso que essa seja uma grande verdade. Quem vai comprar, pagar o seu preço e recomendar é o público que quer ou necessita daquele serviço/produto que você faz. Quer esteja você trancado em um laboratório desenvolvendo suas fórmulas, desenhos ou voando pelos palcos. Tudo passa pelo caminho de uma visão empreendedora, coisa que infelizmente vejo faltar principalmente para muitos artistas.

Da lupa à estufa, da corda à lona, o investimento precisa ter sucesso para dar retorno e isso só pode ser obtido com uma visão empresarial. Lembre-se que você, ainda que seja um colaborador de uma empresa ou um profissional autônomo, pode ser “Eu Empreendimentos” ou “Eu Limitado”. A decisão é sua.

Não há país desenvolvido cujo povo não tenha um apurado senso empresarial e plena consciência de que este é o único caminho para uma existência digna. Ainda assim, há alguns grupos e classes que nunca conseguirão a plena satisfação.

Um único talento não faz mercado e muitas vezes não cria escola e isso é um fato em qualquer campo de trabalho. Fazer desse talento a base de um empreendimento é o que pode permitir a multiplicação e o sucesso de qualquer profissional. Para essa ação precisamos do raciocínio de um empreendedor e isto muitas veze não significa “ter dinheiro”, mas sim a forma de pensar, agir e se posicionar perante o mercado. Entender que o dinheiro nem sempre é pago em “espécie”, que o bom relacionamento e as parcerias são essenciais para que se possa ter sucesso a longo prazo.

Empreendedor é o termo que usamos para qualificar a pessoa que detém uma forma inovadora de se dedicar às atividades de organização, administração e execução, podendo assim, transformar conhecimentos em bens e serviços de valor. Descobrir, incentivar e multiplicar esse potencial é o papel da educação para gestão. Sem novos empreendedores não haverá novas empresas que possam gerar riqueza e proporcionar uma qualidade de vida melhor.

Cientista, empresário ou trapezista, para gerar riqueza, precisa ter um empreendimento em vista!

 

TONY

Tony Capellão – NO PALCO

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