Artigo: A bela e a fera

Por Vanessa Campos

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Fui ver o filme clássico da Disney esta semana. Havia esquecido o enredo. Sabia que era uma história de amor, um conto de fadas, onde existe uma princesa – desafortunada de alguma forma – e um príncipe que no final viveriam felizes para sempre, mas não, o filme era muito mais que isso.

A Bela, uma jovem encantadora, vivaz, cativante e simples, vive sua vida na busca pelo novo. A vida que ela tem no vilarejo é pouco para ela. Ela quer mais e encontra na leitura de seus livros o mundo que deseja. Em contrapartida existe um príncipe amaldiçoado e então transformado em Fera que vive num castelo perdido na floresta.

O acaso junta os dois e assim começa uma história conturbada de amor. Para que a maldição fosse quebrada a Fera teria que amar e ser amada, e não existia no mundo alguém mais perfeito que a Bela para tal papel. O enlace se dá de forma muito complicada, pois por mais que a Fera precisasse daquele amor para ser salvo de sua maldição eterna:  ela não sabia amar. Era rude, agressiva, defensiva, não estava disponível para receber qualquer tipo de afeição.

A dificuldade da Fera em receber amor nada tinha haver com a Bela. Quantas vezes isso nos acontece? Inúmeras. Existem pessoas que não conseguem receber o amor que temos para dar. Aquele genuíno, puro, sem nada em troca.

Oh o amor! Às vezes ele vem e não pede licença. Simplesmente entra. Arromba a porta. Domina a alma e te deixa burro, surdo, cego. Então, perdemos os sentidos. Com a Bela e a Fera não foi diferente, o amor foi crescendo, dominando os sentidos.

Quando esse amor foi descoberto? No instante que Bela tinha a Fera falecida nos braços. O amor às vezes só toma a força quando o perdemos. Só nos damos a dimensão de sua extensão depois que já não o temos mais em nossos braços. Quantos amores deixamos morrer? Quantos perdemos? Quantos lutamos? Perguntas sem resposta. Não saberemos. Porque diferente dos contos de fadas às vezes não existe final feliz. Às vezes é apenas um final!

Todos temos Belas e Feras dentro de nós. Somos potenciais de amor, ternura, doçura e delicadeza, mas temos nossas Feras, nossos medos, inseguranças, receios, feridas, cicatrizes, dificuldades.

Continuo a acreditar que cada fera tem sua bela! Cada amor pode crescer e se fortalecer. E tomar uma dimensão onde as almas se encontram, os corpos se unem, os olhares se falam, os beijos são um só, os cheiros se misturam e assim se transformam num final feliz. Para isso domemos as nossas feras.

Um beijo até semana que vem!

Vanessa Campos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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6 Responses

  1. Débora disse:

    Vaneeee….

    A Paulinha havia me dito sobre seu texto e tirei uns minutinhos para ler…. AMEIIII!

    Parabéns pelo lindo texto!

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