A droga da música

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As drogas e a música sempre caminharam lado a lado e em alguns estilos mais especificamente, essa ligação (ou seria preconceito) se concretiza de forma mais direta. Entre estes estilos, está o reggae e seus dreadlocks. Bob Marley, o rei do gênero, era um consumidor ativo da ‘cannabis’ e talvez por ter se tornado uma figura tão icônica, isto tenha ajudado para que o estilo tenha esta ligação de forma tão íntima com a chamada “maconha”. O rock e o rap também são estilos que carregam uma fama muito mal vista desde a época em que surgiram. Sempre associados a garotos rebeldes que não queriam nada da vida além de ficar tocando guitarra e se drogando ou simplesmente a marginais que iam  contra o governo se e enriquecem através do tráfico. Infelizmente, temos que concordar que parte desta fama seja verdadeira e que esta ligação tão forte com as drogas, sejam elas álcool, maconha, cocaína, heroína, o crack ou as tantas outras que existem, já levaram nos grandes nomes da música.

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Tenho como um dos maiores exemplos o guitarrista Jimi Hendrix. Filho de um jardineiro, ele foi o primeiro negro a se tornar um superstar. Aos 14 anos ganhou sua primeira guitarra e fez aquele instrumento de seis cordas ganhar uma nova vida em suas mãos. Até 1967 era apenas um desconhecido, mas depois de se apresentar no Monterey International Pop Festival, Hendrix aparecia ao mundo para mostrar toda sua genialidade. O guitarrista revolucionou o mundo da música, principalmente pelo seu jeito de ‘viajar’, enquanto tocava seus solos e riffs eram sempre diferentes a cada show e ele costumava dizer que “lugares diferentes possuem químicas diferente e precisam de arpejos diferentes”. Palavras que para bom entendedor fica simples a compreensão. Até hoje milhares de fãs ainda o seguem. Hendrix foi encontrado morto em seu quarto de hotel em setembro de 1970 com 27 anos. Ele havia morrido sufocado por seu próprio vômito depois de consumir altas doses de entorpecentes. Foi com a mesma idade e no mesmo ano que o mundo perdia a musa de Woodstock. Janis Joplin também foi encontrada morta no quarto de seu hotel em Los Angeles. A causa: overdose de heroína. No mesmo ano o mundo ficava sem Janis e Jimi. E tudo por causa das drogas. No Brasil também temos inúmeros casos, mas um que marcou a todos foi Raul Seixas. O “maluco beleza” criou sua própria sociedade alternativa e morreu por causa da bebida. Raul morreria de pancreatite aguda em agosto de 1989.

Exemplos assim podem ser vistos em diversos estilos, até mesmo naqueles em que são considerados como ‘refinados’. É o caso da nossa lendária Elis Regina. Com seu rosto meigo, ela tinha uma voz que encantava até os mais críticos e invejosos. Quando morreu vítima de overdose ninguém conseguiu (ou queria) acreditar. Elis era uma pessoa que aparentava integridade total. Era educada, mas sabia ser irônica. Humilde e que sabia subir no salto. Dizem os amigos que ela era a pessoa mais inteligente que eles haviam conhecido. O que a grande maioria só ficou sabendo depois é que Elis tinha sérios problemas de depressão. Quando entrava em crise, costumava se drogar e tomar grandes quantidades de álcool para fugir do sofrimento, o que culminou em sua morte. Recentemente, temos o exemplo de uma das vozes mais fortes e marcantes da última década. Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento em julho de 2011, também aos 27 anos. Apesar de sua morte ter sido tratada como “inexplicável”, o mundo todo sempre soube de sua forte ligação com as drogas, na qual a própria costumava ostentar isso nos palcos.

O motivo real deste envolvimento de forma tão intima e pesada com as drogas ninguém nunca saberá. Alguns artistas dizem não conseguir se expressar ou compor da mesma forma quando estão simplesmente sãos. A viagem que o efeito produz no ser humano é uma das explicações dadas como a forma de “combustível” para que se possa chegar no ápice da criatividade. Outros dizem que seriam estes o seus únicos momentos de “fuga” da estressante rotina de shows e viagens. Tem aqueles que simplesmente gostam da sensação e também os que dizem não conseguir se apresentar quando bebem ou consumem algum tipo de droga.

Estes são apenas alguns exemplos de grandes nomes que nos deixaram por causa de overdose e/ou do uso abusivo de algumas substâncias. Drogas que em algumas vezes são usadas até mesmo como remédios, a exemplo da maconha. Infelizmente, este texto poderia ser bem maior, recheado com inúmeros outros nomes que jogaram suas vidas no lixo por causa de alguns minutos de êxtase. Minutos estes, que lhes proporcionaram criar os riffs mais famosos da história e que até hoje, levam à loucura milhares de fãs.

 

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