Um brinde à singeleza

Por Vanessa Campos

Outro dia, estava de bobeira zapiando a netflix, e nossa, são tantas as possibilidades que nada parece bom o suficiente. Além de ter um problema grave, não decorei todos os filmes que vi. Acho que uso tanto a minha memória, meu HDI para gravar as histórias e vivências de meus pacientes , que não sei os filmes que vi, esqueço dos enredos, não sei como terminam.

Então nesse dia…chuvoso, depois de uma longa semana…semi morta me deitei no sofá da sala à procura de algo que me chamasse a atenção. Quando estou nesse dilema entro no menu em filmes estrangeiros…logo descubro algo novo.

Dito e feito! Um filme francês…uma delícia…levinho, bem como eu gosto, já que a semana foi tão cheia de eventos que prefiro algo que não me cause nenhum sentimento mais intenso. Consumo dizer que nesses dias que estou mais cansada prefiro “algo que não influencie, nem contribua com absolutamente nada”. Não quero ter nenhum insight vendo o filme, não quero fazer nenhum descobrimento. Quero simplesmente ficar ali e ter um entretenimento.

A história do filme era de uma mulher de 40 anos, separada, bem sucedida, sem nenhum relacionamento, já que só se dedicava ao trabalho e a filha pré-adolescente. Linda, independente, chiquérrima, num coque banana inacreditável – quem não conhece esse coque vale a pena colocar no Google, a meu ver, é a versão mais charmosa que uma mulher pode ficar. Entra uma nova funcionária na empresa – uma revista de moda – jovem, descolada, audaciosa, definiria ela como rock and roll. Então o dono da empresa começa achar nossa mulher de meia idade um tanto careta , certinha e sem sal.

Neste instante o melhor amigo sugere que ela tenha um affair com um rapaz 20 anos mais jovem que ela, (Quero só abrir esse parêntese com vocês…acabo de escrever a palavra “rapaz”). Me deu uma crise muito séria, porque somente pessoas com uma certa idade falam essa palavra…minha tia avó falava e eu achava a coisa mais velha do mundo – mas isso será assunto para outra semana hehehe). Ela abandona o coque e solta os lindos cabelos loiros cheios de cachos. Passa a usar roupas justas e batom vermelho. Se transforma…todos acham aquilo inusitado e voilà… ela toma o poder novamente…e o romance…pois vim aqui para falar sobre isso…

Esse jovem “rapaz” (hehehe) mostra um lado da vida que ela tinha perdido…o ser livre dentro de si…ser feliz nos pequenos detalhes…na cama de manhã…nos enrolar dos pés, no beijo demorado…no cheiro do café passado. Ela nem se dá conta dos momentos que passam juntos…regados de amor, de risadas…de uma delicadeza. Pois como todo bom filme, embora esse não possa ser classificado como bommmmm, é um entretenimento agradável, existem desencontros, eles rompem, se desentendem. Vai cada um para um lado.

Até que ela se dá conta que quer tentar viver aquele amor, sem preconceitos, sem se achar velha, sem se preocupar com o futuro. Apenas viver o presente e sentir a singeleza do amor!

Um beijo até semana que vem!

Você também poderá gostar...

2 Responses

  1. Jess disse:

    Ideal method on the write up! I depend upon inside of the steerage of test out browse all through substantially even more to you!

  2. Hisako disse:

    Aw, this was a Actually Fantastic article. Using the time period and correct effort in just guidance of deliver a good short article… continue to what can I say… I be reluctant a comprehensive excellent offer and incorporate upon’t afford to pay for inside steering of acquire all the variables performed.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.