Empoderamento

Por Vanessa Campos

empoderamento

 

Antes de falar sobre o tema de hoje, preciso contar a vocês uma parte da minha história. Fui perdidamente apaixonada por sete anos no meu casamento. Tinha a família que sempre desejei ter. Sentia borboletas até o último segundo – segundo esse que me dei conta que várias coisas teriam que mudar para que aquele relacionamento tivesse futuro. E foi aí que começou a minha luta solitária para salvar aquela união. Foram três anos árduos, solitários, sem apoio, nem parceira, nem respostas. Muitas noite em claro, muitos choros no banho…entrei no que considero uma profunda tristeza e infelicidade.

Até que o dia chegou. Não dava mais, estava sufocada por mim mesma, por tudo. Pela ideia de tentar, mas já não tinha mais forças. Então, numa das decisões mais pesadas, abri mão de lutar por aquele amor e tudo acabou. Como eu já estava nesse processo há três anos não foi tão impactante. Me senti aliviada. Como se um peso saísse das minhas costas. Sem culpas – já que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Com mágoas óbvio! Porque tentei sozinha. Mas me senti leve.

Então entra o assunto de hoje… um certo dia resolvi fazer um brinde a minha liberdade. Estava sozinha em casa, na lareira, vendo um filme num sábado de inverno e pensei: “bah! Tem aquele champanhe na geladeira…vou brindar a minha vida! A minha liberdade! Ao futuro! A esperança! Ao amor! Melhor vou brindar a mim mesma por ter a coragem de lutar por uma vida melhor, por algo que me deixe feliz, pelo me sorriso! Um brinde a mim então!”

E se iniciou o processo… champanhe no congelador para ficar estupidamente gelada. Cálice separado. Eu e Deus! Nossa o paraíso… e agora que se inicia meu drama. Todos que me conhecem sabe a mulher independente que sou. Mas acreditem quando fui abrir o champanhe me dei conta que nunca tinha feito essa tarefa. Fiquei ali lutando ferozmente com aquela rolha.  Que horror o negócio ser assim tão apertado. Um absurdo.  Me vi em maus lençóis! Como iria brindar a mim mesma, ao me empoderamento, se nem uma simples garrafa de champanhe eu conseguia abrir. Aquilo não era possível.

Eu sei até trocar resistência de chuveiro elétrico, sei furar a parede com furadeira…não é possível que não consiga abrir uma garrafa para fazer um brinde para mim mesma.  Nisso o tempo passando e a garrafa já esquentando. Então resolvi… não sou tão empoderada quanto eu gostaria. Vamos solucionar esse negócio agora mesmo. Coloquei a minha pantufa e sai condomínio a fora, num frio de rachar, fui até a portaria, eu a garrafa embaixo do braço, meu orgulho, minha esperança, meu empoderamento e Deus.

E assim o porteiro contribuiu no meu processo…abrindo gentilmente minha garrafa achando aquela cena um tanto inusitada para um sábado gélido. E fui bem feliz com minha garrafa aberta. Tim Tim!

Um beijo até semana que vem!

Vanessa Campos

Você também poderá gostar...

1 Response

  1. Blythe disse:

    Greetings! Reasonably insightful suggestions within precisely this special article! It’s the low adjustments that will crank out the greatest adjustments. Lots of thanks for sharing!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.