3 coisas para se ter uma mente saudável

Certa vez uma paciente me disse que eu era budista, mas achei inusitado porque de nada sabia sobre a religião Budista, então comecei a ler alguns livros básicos sobre a cultura e os ensinamentos. Cheguei a ir num local onde as pessoas meditam e estudam alguns preceitos, mas o fato é que durante a meditação as pessoas emitiam um som continuo que atrapalhou minha mente, me distraiu profundamente e me deixou num estado bem longe do que esperava da meditação: a paz interior!

(Foto: Freepik)

 

 

Depois disso, tive algumas experiências interessantes com o budismo. Fui num templo budista e foi uma experiência única, lá sim, tive o encontro com a paz e mundo que me cerca. E, acreditem não sou budista porque não estudo o budismo, não sei nada sobre essa religião, mas acho que minha paciente tinha certa razão “sou um pouco budista”. Prego que cada um encontre seu equilíbrio e sua paz interior. Os que me conhecem sabem, quando alguém se irrita ou algo do gênero meu conselho sempre é o mesmo: “faz teu mantra”.

Acredito nisso! Pratico esse ensinamento diariamente!

Creio que cada um tem que achar seu ponto de equilíbrio, obviamente que isso é algo muito difícil e que a todo o momento pode ser perdido porque vivemos num mundo dinâmico cheio de interferências internas e externas. Ao longo desses anos desenvolvi a minha teoria, não copiei de ninguém. Fui observando as necessidades de cada, e tentando encontrar a melhor forma de ajudar as pessoas.

Minha teoria então é a seguinte: para termos equilíbrio emocional precisamos de harmonia na mente, para que ela seja saudável. Precisamos encontrar três estratégias para melhor funcionamento da mesma.

NÚMERO 1

Primeiro, é fundamental termos algo que acalme a nossa mente. Quando ela estiver ansiosa, angustiada, preocupada, nervosa, irritada e, ou seja, lá qual sentimento existir. É necessário que se tenha um mecanismo de fácil acesso. Seria algo similar a quando um bebê está chorando, vamos lá e damos o bico para ele e gradualmente ele se acalma. Quero salientar que “Rivotril” ou qualquer medicamento não servem nesse caso. Cada um encontrará o seu “bico” sendo que ele pode mudar dependendo do momento que passamos. Pode ser uma corrida, cozinhar, escutar uma música, um banho no escuro com rock and roll no volume máximo e etc…

NÚMERO 2

Segundo processo: algo que limpe a tua mente. Daí entra um pouco do budismo – a limpeza total. O ápice desse conceito seria a meditação. Mas, eu como simples mortal não irei dizer que todos vocês tem que meditar, sendo que eu mesma só consegui fazer esse feito uma única vez na minha vida. E não me perguntem como? Porque não faço a mínima ideia. Acredito que algo que deixe a mente livre de qualquer pensamento, sensação ou estado mental. A minha dica simples são os artesanatos. Eles servem perfeitamente para isso. E ai posso confessar para vocês é o que limpa a minha mente. Por mais inquieta, preocupada que eu esteja, o que limpa minha mente é o ponto cruz. Meu foco é fazer o ponto, trocar a linha e ir realizando o desenho. Só penso nisso- sem interferência alguma.

NÚMERO 3

Por fim, não menos importante temos que ter algo que nutra a nossa mente. Que a encha de amor e que nos complete. Que consigamos nos sentir completas e preenchidas. E ai que está o mistério porque o amor e a felicidade não necessariamente tem que ser algo grande. Pode ser um micro momento de felicidade. Tem dias que tomo um simples café, como se aquele café fosse o último e como se ele fosse feito especialmente para mim. Tem outros, que me sento para ver o pôr do sol e nos encontramos intimamente, como se ele me fizesse uma saudação. Às vezes, o encontro com a espiritualidade e a fé nos trazem esses momentos. Sem contar dos domingos chuvosos de pijama, ou dos beijos e abraços de quem se ama.

Namasté para todos!

Um beijo até semana que vem

Vanessa Campos

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